19 de agosto de 2017

CRA-RJ recebe a visita de estudantes da Escola Técnica Objetivo

No dia 15 (terça-feira), alunos do Curso Técnico em Administração da Escola Objetivo realizaram uma visita à sede do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro no intuito de conhecer a estrutura e a metodologia de trabalho da Casa do Administrador. Durante a ação, o Adm. Jorge Humberto Moreira Sampaio, presidente do CRA-RJ, concedeu um breve discurso ao grupo de estudantes presentes, ressaltando a importância da visita.

“Dentro do CRA-RJ, os estudantes poderão constatar o trabalho dos Administradores, além de observar de perto as diversas áreas que os profissionais do ramo podem atuar, uma vez que o mercado é muito abrangente e o Administrador é um profissional qualificado para atender todas as demandas de uma empresa”, enfatizou o presidente do CRA-RJ.

Para o professor Claudio Gadelha, que acompanhou o grupo, a visita ao Conselho fluminense será de mais valia na carreira preterida pelos alunos do Curso Técnico em Administração, principalmente por estarem enxergando de perto as teorias administrativas na prática.

“A visita ao CRA-RJ representa muito para eles no que tange ao crescimento e à possibilidade de enxergar a profissão por dentro da profissão. O futuro profissional que está se formando poderá entender que na Administração a parte técnica e teórica são atreladas, tendo também a possibilidade de conhecer o Conselho que vai dar um suporte técnico e intelectual ao longo de suas carreiras”, ressaltou Claudio Gadelha.

Já para a aluna Rafaela Alexandra da Silva Santos, a visita à Casa do Administrador foi uma conquista pessoal, pois muitas empresas se negam a abrir suas portas aos estudantes que visam obter maior aprendizagem dentro da sua área profissional.

“Foi extremamente importante a visita ao CRA-RJ, pois através dela pude ampliar o meu conhecimento e ter uma experiência diferente na área administrativa. A Administração é uma coisa que eu amo, sendo assim vou procurar aprofundar ainda mais o meu conhecimento para alcançar meus objetivos na carreira”, salientou Rafaela.

Os interessados em realizar uma visita à sede do CRA-RJ devem encaminhar um email para assessoriaacademica@cra-rj.org.br e realizar o agendamento.

18 de agosto de 2017

Projeto deverá traçar um perfil do ensino e do mercado de trabalho da Administração no Brasil

No dia 15 de agosto, o Conselho Federal de Administração apresentou oficialmente o Observatório Nacional de Egressos dos Cursos de Administração (Onecad) durante a reunião plenária no estado do Amapá. O projeto tem como principal objetivo traçar um perfil dos egressos dos cursos de Administração e áreas conexas, verificando a trajetória profissional e de que forma o conteúdo aplicado pelas IES ajudou sua inserção no mercado de trabalho.

Dividido em duas fases principais, com a primeira (piloto) envolvendo todo o Sistema CFA/CRAs e a segunda englobando também as Instituições de Ensino Superior, o projeto fará uso do Sistema Corporativo do CFA para a realização do levantamento de dados necessários para a análise e consequente geração de resultados. O Onecad terá como base neste primeiro relatório os concluintes dos cursos de Administração e áreas conexas dos últimos dez anos.

Para o Adm. Wagner Siqueira, presidente do CFA e conselheiro federal pelo Rio de Janeiro, o desenvolvimento de uma pesquisa completa sobre o perfil dos egressos traz uma realidade mais clara sobre a atuação dos profissionais formados pelas IES, criando uma relação entre a qualidade educacional e a aplicabilidade deste ensino no mercado de trabalho, saindo da esfera do “achismo” para um reflexo mais profundo sobre a Administração no Brasil.

“A gente vai saber se o Administrador está ou não está empregado. E a instituição vai ter todo interesse em fazer o convênio, que será realizado via Conselhos Regionais, que são os detentores dos principais dados. Nós poderemos dizer onde está atuando aquele profissional formado por ela. Interessa aos coordenadores de curso saber o que está acontecendo com os seus estudantes após a formação. Esse é o sonho dourado da educação brasileira’, afirmou o presidente do CFA.


Segundo o Adm. Mauro Kreuz, diretor da Câmara de Formação Profissional do CFA e responsável pelo desenvolvimento do projeto, o Onecad trará benefícios tanto para o Sistema CFA/CRAs quanto para as Instituições de Ensino Superior.

“Nós temos muita coisa a revelar com esse observatório e que certamente vai aparecer, mudando radicalmente a realidade do sistema profissional e também da educação. Saber qual é a empregabilidade dos nossos profissionais por setores e atividades econômicas, a mobilidade geografia e socioeconômica desses profissionais, gerar a possibilidade de melhorar o ensino de Administração e gerar um feedback para as IES a respeito do acompanhamento dos seus egressos são parte dos nossos objetivos”, disse Kreuz.

Convênios do CRA-RJ com IES como inspiração

Prestes a ser aplicado pelo CFA, o Onecad começou a ganhar forma a partir de uma conversa entre o Adm. Mauro Kreuz e o Adm. Leonardo Fuerth, superintende do CRA-RJ, durante a realização do XXVII Eprocad, na sede da Casa do Administrador. Segundo Fuerth, os convênios firmados entre o Conselho fluminense e as Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro ajudaram a dar início ao projeto desenvolvido pelo CFA.

“A ideia do Observatório Nacional de Egressos dos cursos de Administração surgiu aqui no Rio de Janeiro, quando mencionei para o Adm. Mauro Kreuz que nós tínhamos incluído no nosso convênio com as faculdades a prestação dos nossos serviços para as faculdades do Rio de Janeiro. Como ele já tinha pensado em algo nessa linha, propôs ao Adm. Wagner Siqueira realizar no CFA. A ideia é termos um só Observatório no Federal”, declarou Fuerth.

CRA-RJ promoverá o primeiro curso de “Mediação e Arbitragem” para Administradores

O Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) promoverá o primeiro curso de “Mediação e Arbitragem” voltado para Administradores dentro do Sistema CFA/CRAs, que terá início no dia 18 de setembro, nos modelos EAD e presencial. O Adm. Jorge Humberto, presidente do CRA-RJ, participou de uma reunião com o conselheiro federal pelo CRA-AC, Adm. Marcos Clay Lucio da Silva, para definir os moldes do curso, critérios de avaliação e o método de ensino.


O presidente do CRA-RJ destacou a importância da implementação do curso no Conselho fluminense e o papel do Administrador ao estar envolvido diretamente nessa nova área de atuação e concentração que está surgindo devido à mudança na relação jurídica entre empregador e empregado e as novas resoluções normativas na CLT.

“O objetivo é capacitarmos um grupo de Administradores para atuar nessa área. É um mercado novo, que esta se aliando à reforma da legislação trabalhista e à implementação da terceirização. Podemos notar que a justiça do trabalho tende a ser substituída pela questão arbitrada e ninguém melhor do que o Administrador para fazer parte desse processo, ou seja, a arbitragem passa a envolver mais a questão de gestão de negócios”, enfatizou o presidente do CRA-RJ.


Segundo o Adm. Marcos Clay Lucio da Silva, o CRA- RJ é um caso de sucesso e o projeto de institucionalização de mediação e arbitragem que está sendo implantando pelos sistemas CFA/CRAs será um exemplo para os outros regionais.

“Com as reformas ocorridas na legislação trabalhista, temos muitos leads que são levados ao tribunal de justiça e com o passar dos anos não são resolvidos. Agora com a mediação e arbitragem, os Administradores poderão ajudar a resolver essas questões de forma mais rápida, prática e num curto espaço de tempo”, salientou Marcos Clay.

Em breve serão divulgadas as inscrições e a programação completa do curso diretamente no site do CRA-RJ. Além disso, será divulgado um edital de convocação para compor a Câmara de Mediação e Arbitragem do Conselho.


16 de agosto de 2017

Descontinuação de investimentos no Carnaval é um acinte à gestão do Rio de Janeiro

Por : *Adm. Wagner Siqueira

Mesmo que tenha tido um final “conjugado” entre as partes, a queda de braço entre o prefeito do Rio de Janeiro, uma das cidades de maior potencial turístico do mundo; a organização do Carnaval, o chamado ‘maior espetáculo da Terra’; e a discussão sobre a descontinuação dos investimentos nos desfiles perpassa a falta de laicidade do governo municipal. Fato que, por abrir prerrogativas, pode ser preocupante para cidadãos, empresas e até órgãos governamentais, mesmo sabendo-se da crise econômica que vivemos atualmente.

Isso porque existem dois eventos que são fundamentais para a economia do Rio de Janeiro, cujos investimentos jamais devem ser cortados, ao contrário, devem ser aumentados por trazer, fundamentalmente, recursos para a cidade: o primeiro é o Fim de Ano, o famoso Réveillon de Copacabana, uma festa tradicional que atrai milhões de pessoas de todo o mundo, gerando riqueza e renda para o município; o segundo, maior até do que o 31 de dezembro, é o Carnaval.

Portanto, qualquer corte de despesa sobre esses eventos sob a justificativa esdrúxula de que vai aumentar o investimento em creches ou qualquer outra coisa é apenas para criar um debate, porque a programação orçamentária deve contemplar as distintas rubricas. Por isso, é visível que vemos que está acontecendo um enorme preconceito religioso do prefeito, criando assim um prejuízo para a cidade. É preciso compreender que a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Esse é o ensinamento bíblico que concretiza a laicidade do Estado.

Com isso, posso afirmar que não dá para misturar religião com gestão. O gestor é fundamentalmente laico. A laicidade do Estado brasileiro não pode ser contaminada com atitudes absolutamente equivocadas por parte do prefeito, que faz uma investida negativa e equivocada na economia da cidade do Rio de Janeiro. Já estamos em crise. E o alcaide poderá contribuir, com essa decisão absolutamente preconceituosa, em tirar da cidade um de seus maiores eventos.

Essa deliberação, que influencia na vida de milhares de famílias que dependem do Carnaval para viver, vai de encontro ao que se propõe para o Rio de Janeiro. Uma cidade que possui claramente a vocação para o turismo, a vocação para a economia do turismo, acaba não tendo o seu papel compreendido pelo principal gestor. É uma resolução equivocada e reacionária à aptidão do Rio de Janeiro.

Isso nos leva à outra questão, que é a forma como o turismo é cuidado no Rio de Janeiro pois, apesar da vocação e das belezas naturais, muito pouco ainda é feito para o incentivo desta indústria. Já que estamos falando de Carnaval, podemos citar como exemplo a própria Cidade do Samba, que é pouquíssimo utilizada como um equipamento turístico, por não ter o apoio da Administração do município, que, mais uma vez, não compreende a importância e o papel fundamental do Carnaval na vida do Rio de Janeiro.


Há muito pouco investimento da RioTur e dos órgãos de turismo da prefeitura. Se olharmos o que a prefeitura gasta em prol do turismo na cidade do Rio de Janeiro, veremos que esses números beiram o ridículo. É necessário entender, afinal, o que é interesse público? Serão públicos os interesses representados por eventuais ocupantes do poder neste momento? O desafio que se coloca é justamente aprender a identificar qual dos interesses é o público, livre do aleijão intelectual e conceptual, e no caso religioso, de vê-los sempre confundidos com os estatais preconizados por seus agentes episódicos.

A valorização cultural, independente de religiosidade, aliada à geração econômica de tal monta, como é o Carnaval, deve ser mantida e bem gerida por qualquer um que ocupe as cadeiras do Executivo do Rio de Janeiro.

Adm. Wagner Siqueira — Presidente do Conselho Federal de Administração e conselheiro federal pelo Rio de Janeiro. Atuou como diretor da Embratur e presidente de instituições como Fesp, Iperj e do RioCentro. Membro da Academia Brasileira de Ciência da Administração e da Academia Nacional de Economia.