16 de setembro de 2013

O que as empresas valorizam no mercado de trabalho cada vez mais global

Não há segmento ou região que não tenha sentido os efeitos da globalização. Especialmente na última década, avanços tecnológicos, novas formas de consumo, reconfigurações demográficas e competitividade impulsionaram a demanda por uma série de habilidades profissionais. Algumas, nem existiam e foram criadas. 

Capacidade de trabalhar de forma virtual, com mídias sociais e de maneira remota estão entre as qualidades – ou competências, como são chamadas no mercado – na mira dos recrutadores. E também aparecem num levantamento da Oxford Economics, em parceria com a consultoria americana Towers Watson. A pesquisa analisou 21 setores da economia em 46 países e entrevistou 352 profissionais. 

Especialistas dizem que profissionais que desejam se manter no mercado de trabalho devem se adequar à nova realidade. Práticas e métodos antigos também devem ser revisados, por esses profissionais. 

Mudanças globais com reflexos nas corporações sempre existiram. A diferença é que hoje a velocidade em que chegam as inovações é muito maior. Informações e dados são processados rapidamente. É importante conhecê-los. Mas não há razão para pânico. Selecionar as infomrações que chegam de acordo com a área de atuação pode garantir maior rendimento ao setor. 

Especialistas dizem que o uso de equipamentos como tablets e smartphones, por exemplo, e a presença em redes sociais realmente melhoram o desempenho profissional. Ajudam a manter a pessoa atualizada e apta a trabalhar de qualquer lugar. Não significa, no entanto, trocar de aparelhos a cada novidade que surge. Vale mais saber utilizar bem do que ter o último recurso tecnológico. 

A criatividade ainda é essencial. A tecnologia surge como aliada. Sozinha não dá resultados. São destaques no levantamento da Oxford Economics o aumento na procura por talentos com habilidades como inovação, colaboração e equilíbrio de pontos de vista opostos. 

O que sustenta a ascensão na carreira, porém, é uma das mais antigas competências: comunicação oral e escrita – o calcanhar de Aquiles da atual geração. Os jovens devem ficar atentos à essa recomendação, já que a geração é conhecida por escrever mal e se expressar de forma ineficiente. 

A maior parte das habilidades sugeridas no estudo pode ser desenvolvida com cursos e treinamentos. Uma delas, porém, depende de interesse pessoal. É a sensibilidade cultural. É importante que os profissionais busquem ampliar a visão do mundo para que possa se adaptar a qualquer cenário e aceitar a diversidade. 



Fonte: Época

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