14 de setembro de 2016

Empresas juniores possibilitam a formação de profissionais mais comprometidos e capazes

Foi aprovada pelo Senado, a Lei n° 13.267/16, que regulamenta a atuação das empresas juniores no Brasil. De acordo com Julietty Quinupe, diretora de desenvolvimento da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, o movimento empresa junior visa trazer a prática da teoria aprendida nas salas de aula para os estudantes.
As empresas juniores são organizações geridas por estudantes de ensino superior, onde realizam serviços e projetos que contribuem para o desenvolvimento acadêmico e se preparam para o mercado de trabalho.
O professor e Administrador Antônio Andrade, que atua como coordenador na Comissão Especial de Estudos sobre Empresas Juniores do CRA-RJ, destaca a importância da atuação do Conselho em parceria com as empresas juniores.
“Nós, enquanto Conselho do Rio, buscamos dar apoio às empresas e estudantes, junto com a RioJunior, com intuito de aproximá-los e fazer com que cada um encontre um sentido, vertente e caminho para uma Administração e Gestão de qualidade. A empresa junior não se trata apenas de empreendedorismo, mas também de gestão e consultoria”, disse.
A atuação dentro das empresas juniores faz com que os alunos desenvolvam uma visão diferenciada e permite que conheçam o mercado de trabalho, ainda enquanto estudantes. De acordo com Giovanna Loiola, presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro, na empresa júnior é possível conhecer diferentes setores de uma organização e assim, facilita a descoberta de que caminho seguir no mercado de trabalho.
A experiência dos estudantes atuando como empresários juniores possibilita que se formem profissionais mais comprometidos e capazes e, segundo Julietty Quinupe, essas transformações já são possíveis de serem notadas nos dias de hoje.
As empresas juniores são criadas e desenvolvidas dentro das universidades e precisam de uma supervisão e orientação de professores para que aconteça de forma correta. Para Andrade, isso se torna uma troca de experiências de alunos com professores e instituições.
“A empresa júnior traz oportunidades para as universidades, pois aponta os movimentos que estão sendo feitos no mercado de trabalho, possibilitando que assim possam ser implantados no conteúdo desenvolvido dentro das salas de aula. Esse movimento é muito forte em termos de qualificação e desenvolvimento da sociedade”, disse.
Empresários juniores reuniram-se e elaboraram o livro ‘Lei das Empresas Juniores: estudos sobre o marco legal da educação empreendedora no ensino superior’, nele relatam o processo até a aprovação da lei, explicam seu funcionamento e as comissões, mostrando o que foi aprendido e qual direcionamento as empresas juniores vão seguir.
“Antes da lei, não existia nenhum tipo de regulamentação dentro das universidades para acompanhar todas as empresas juniores que eram criadas. Agora, nós da RioJunior, vamos atuar apresentando às instituições como apoiar e gerir uma empresa júnior, e assim conseguir regulamentá-las”, destacou Giovanna Loiola, como um dos passos a serem dados com a aprovação da lei no Senado.
A entrevista completa está disponível na Rádio CRA-RJ.

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